A metaliteratura de Antônio Xerxenesky

Escritores, leitores, livros e gente que gosta de livros. Na coletânea de contos A Página Assombrada por Fantasmas, Xerxenesky arranca um suspiro de deleite nos leitores ávidos, aqueles que não gostam só de ler, que gostam de falar sobre a literatura, como se ela transcendesse as páginas.

Seja para acalmar seu leitor com seu cheiro bom de papel ou para encher a cabeça de paranoias, em teorias não comprovadas de uma ligação da ficção com o real, os livros estão lá, sempre presentes durante os nove contos. Mas, uma vez que esse tema comum amarra o livro, o autor está livre para variar em tudo o mais. Dos enredos mais criativos e mirabolantes ao jeito de narrar, Xerxenesky vai brincando de experimentar e é aí que A Página ganha seu brilho.

No conto que dá nome ao livro, a narradora descreve uma Buenos Aires assombrada por Jorge Luis Borges. Nesse conto mais especificamente, mas em todos os outros também, vem a tese de que o que se sabe de um texto antes de ler, a situação e ambiente que envolve o leitor e tudo que já foi lido antes por ele é tão, se não mais, importante do que o texto que se tem em mãos no momento. O leitor é o coautor do livro.

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3 respostas em “A metaliteratura de Antônio Xerxenesky

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