Blog de quadrinhos!

Um aviso rápido: quem gosta de quadrinhos deveria ir me seguir lá no meu novo blog, o cora comics! Eu costumava resenhar quadrinhos aqui, mas eu queria falar mais de quadrinhos e também sobre gibis, artes visuais, etc, então agora tudo que tenha imagens vai pro outro blog (: Espero que, com o tempo, tudo fique mais organizado.

(E estou lendo um livro que já dá pra ver que vai dar uma linda de uma resenha. Só dizendo. http://pagsocial.com/r/7YO.aspx)

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O Sr. Morris Lessmore e os apocalípticos

Aí que esse curta de animação, The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore, tem sido bastante comentado. Até ganhou Oscar e não sei mais o quê. Escrito e codirigido pelo ex-animador da Pixar William Joyce, não foge em nada do jeito Pixar de animar, mas até que é bonitinho visualmente. (Por isso que eu gosto da Aardman e da Blue Sky. Gente copiando Pixar me dá sono. Mas ops, fugi do assunto).

Basicamente é (mais uma) história sobre como precisamos ler livros ou nossa vida será em preto e branco. O Sr. Lessmore está lá, lendo, quando chega um furacão que arranca as letras dos livros e deixa tudo em preto e branco. Uma alusão à era digital, internet, e-books ou o que quiser. No fim o Sr. Lessmore acaba reencontrando o prazer da literatura, mesmo no meio das adversidades do tempo moderno. Mas… adversidades?

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Resoluções e outros clichês de ano novo

Réveillion vem do francês réveiller, que significa acordar, e seja lá quem inventou essa metáfora, ela é bem inspiradora-clichê-brega. Acordai, portanto, leitores. Renascei. Saindo do mimimi: eis minha lista de resoluções literárias para este ano. Achei que seria interessante estabelecer metas, até mesmo para evitar permanecer na minha zona de conforto, e os breves comentários preconceituosos sobre os livros listados vão ser interessantes depois da leitura e eventual resenhação. Expectativas podem não ser construtivas, mas com um mar infinito de publicações por aí, somos obrigados a julgar para poder fazer escolhas.

Areia nos Dentes – Antônio Xerxenesky

Zumbis e faroeste. Precisa explicar por que desperta curiosidade? Como se não bastasse a mistura inusitada, Xerxenesky já me cativou com A Página Assombrada por Fantasmas, seu livro de contos. Promete ser um livro de passo rápido e de estrutura ousada. Veremos.

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O Velho e o Mar – Ernest Hemingway

Esse vai ser a minha introdução em Hemingway. Já está até comprado, e é uma novela bem curtinha, então não deve tardar para eu formar minha opinião. O autor me atrai pelo tão falado “culto ao simples”. Apesar de nunca ter lido nada dos autores estadunidenses da década de 30, penso que esse minimalismo literário possivelmente combina com o tipo de leitora que eu sou. Portanto, pelos mesmos motivos, tenho nutrido uma certa curiosidade por John Steinback.

Antologia Poética – Carlos Drummond de Andrade

Ano passado eu até que tentei: li um pouco de Neruda, um pouco de Pessoa. Mas poesia nunca foi o meu negócio. Pra sair da tão temida zona de conforto, achei que uma pitada de Drummond seria perfeito para me fazer adentrar nesse mundo de versos. Inteligente, mas não rebuscado. Fácil, mas genial. Leve e divertido.

 

Antes de nascer o mundo – Mia Couto

Nunca li Mia Couto e pelo que tenho lido de críticas por aí, essa é uma carência que precisa ser suprida com urgência. A  escolha desse romance é, na verdade, um tanto quanto aleatória, fui por algumas indicações de amigos. Não tenho noção do que esperar em termos de enredo, mas em estrutura, imagino uma narrativa bonita, feita de frases bem escolhidas, e ainda assim mantendo sua simplicidade. Um tanto de poesia na prosa. Mas daí talvez já seja invencionice minha.

Daytripper – Gabriel Bá e Fábio Moon

Pelo que li de resenhas, o enredo promete uma construção bem original. Além disso, a arte da dupla me agrada muito, e em se tratando de HQs isso é uns 70% pra mim. Por exemplo, Sandman parece ter um enredo interessante e é incrivelmente popular, já cheguei a quase começar a ler – mas não consigo, porque a arte não me agrada. Agora eu só preciso superar o desafio e conseguir encontrar Daytripper para comprar. Isso é sempre um problema pra mim, Kafka de Crumb sabe muito bem (que, aliás, só não coloquei aqui para não ficar repetitiva).

Só cinco porque eu sou nova com isso de metas e se eu me estender é bem capaz de não cumprir. Então só o que realmente está me dando coceira de tanta vontade de ler. Mas aceito sugestões de coração aberto. (e feliz 2012!)

O melhor de 2011

Impossível terminar o ano sem um retrospectiva literária. 2011 foi muito produtivo pra mim: aumentei consideravelmente a biblioteca, descobri alguns novos queridinhos, escrevi algumas coisas que me deixaram feliz. Eu até ia fazer uma retrospectiva do que aconteceu no ano, do que mais vendeu, do que mais deu o que falar. Mas como eu não sei ser imparcial e quem manda aqui sou eu, deixo vocês com uma lista bem pessoal do que aconteceu pra mim no meu ano, na minha opinião, he.

NOVO QUERIDINHO: O processo – Kafka

Kafka é um problema pra mim: não falo alemão. Aí fica aquela coisa de “será que a tradução vale a pena?”. Acabei gostando bastante da tradução do Modesto Carone que encontrei, a escrita não ficou quadrada, pelo contrário (e a edição da Cia. das Letras é boa, também). Problema resolvido, gostei bastante dos labirintos da trama e me apaixonei pelo livro, tanto pelo enredo como pelo estilo.

 

DECEPÇAO: José de Alencar em geral

Escrevi aqui no blog sobre Lucíola, mas vale para tudo sobre José de Alencar. Li depois de ouvir muitas recomendações de amigos, mas não rolou. Não gosto, e pronto. E pra aumentar minha decepção, o meu post sobre Lucíola é, por algumas visualizações a mais do que um post sobre Clarice, o mais visitado do blog. E isso só porque é livro de vestibular, tsc tsc.

 

QUERO LER E NAO ACHEI: Kafka de Crumb

Passei boa parte do ano procurando essa biografia do Kafka em HQ, com ilustrações de Robert Crumb. Minha ambição por ele tem a ver com o fato de o Crumb ser simplesmente ótimo combinado com a minha crescente curiosidade pelo Kafka. Continuarei minha busca em 2012, e fica aqui o meu apelo para as livrarias: comprem mais dessa belezinha, grata desde já.

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MEU POST PREFERIDO: A metaliteratura de Antônio Xerxenesky

Eu gostei de escrever esse post porque nele estão as minhas primeiras impressões de um escritor que me deixou bastante curiosa. Areia nos Dentes está na listinha já.

 

 

 

MELHOR INVESTIMENTO: Box José Saramago da Cia. das Letras

Essa coisa linda vem com 5 livros: A Caverna, Ensaio Sobre a Lucidez, História do Cerco de Lisboa, A Jangada de Pedra e A Viagem do Elefante. E você economiza no mínimo uns cem reais, pelo que eu vi por aí.

 

 

MELHOR REVISTA LITERARIA: Macondo

Pra ser justa, eu gosto e leio outras por aí também. Em 2011 várias publicações legais surgiram. Mas a Macondo tem o meu coração (ounnn). Adoro a seleção deles.

 

 

 

E é isso. Boas festas para todos os leitores lindos e bora curtir esse clima de final de ano, que aliás é a desculpa oficial para a lerdeza do blog.  Beijos e até ano que vem.

Já volto

Tô devagar, mas por bons motivos. Enquanto isso, vou deixar o Zé Saramago falar por mim, pode ser?

 “Ricardo Reis pára diante da estátua de Eça de Queirós, ou Queiroz, por cabal respeito da ortografia que o dono do nome usou, ai como podem ser diferentes as maneiras de escrever, e o nome ainda é o menos, assombroso é falarem estes a mesma língua e serem, um Reis, o outro, Eça, provavelmente a língua é que vai escolhendo os escritores de que precisa, serve-se deles para que exprimam uma parte pequena do que é, quando a língua tiver dito tudo, e calado, sempre quero ver como iremos nós viver.” – José Saramago n’O Ano da Morte de Ricardo Reis

Auto-ajuda fantasiada

Basta olhar a lista de livros mais vendidos da Veja:  a auto-ajuda está crescendo. Só que não apenas na seção reservada a ela, mas também em ficção e não ficção. Ela foi se infiltrando, disfarçada. Os melhores exemplos da lista de 21/09/11 são A Cabana, de William Young (2º lugar ficção) e Comer, Rezar, Amar, de Elizabeth Gilbert (8º lugar não ficção).

Claro, auto-ajuda tem apelo, e muito. Mas a venda de senso comum barato me preocupa.

Há alguns meses eu ganhei de presente O Vendedor de Sonhos, de Augusto Cury, acabei lendo e fiquei chocada. Nem Paulo Coelho conseguiu reunir tanta charlatanisse barata junta. Muitos conselhos do tipo “conheça a si mesmo”, “não desista dos seus sonhos” e “reconheça sua ignorância”  (ah, original). Esse livro está na categoria ficção, sendo que o enredo é bem simplista, serve só de pano de fundo pra auto-ajuda. Os diálogos são incrivelmente forçados. O auge pra mim foi quando o autor se referiu aos teístas como “normais”, o que implica na versão contrária (ateístas anormais) que não é muito simpática.

Não gosto de falar mal, mas precisava desabafar. Mas em breve escreverei coisas boas: vou falar de Lolita, de Nabokov e Prólogos, com um prólogo de prólogos, do Jorge Luis Borges, só preciso de um tempinho.

Doodle de 112 anos de Jorge Luis Borges

Hoje o muso e razão de ser do nome deste blog que vos fala faria 112 aninhos.  E aí fica a homenagem do Google, muito bonita por sinal.

 Aproveito pra deixar avisado, tenho duas obras do mestre modernista aqui na minha listinha para criticar algum dia, preciso só de um tempinho para poder reler. Eu tento dar prioridade a livros que eu nunca li antes, é claro, mas tem alguns que parecem chamar a gente pra ler de novo e repensar um pouco. Feliz aniversário Jorge Luis Borges.